sexta-feira, 6 de maio de 2011

Inflação é do álcool. No resto, baixou. E a ANP, nada…


Os sites da grande imprensa, praticamente “comemoram” o índice de inflação oficial – o IPCA – divulgado pelo IBGE. Com uma variação de 0,77% em abril sobre os preços de março deste ano, para a vibração da grande mídia, a taxa acumulada em 12 meses passou para 6,51% –  0,01% acima da meta fixada pelo governo.
Claro que as pressões inflacionarias existem e devem ser enfrentadas com seriedade e firmeza. Mas, também, com serenidade e foco naquilo que, de fato, provoca elevação dos textos.
A gente não se cansa em repetir aqui:
Não há inflação de demanda, isto é, não é o poder de compra da população que leva ao consumo exagerado, e, com isso à elevação de preços.
Quer saber o que provocou a inflação? Não precisa ser gênio da economia e nem “iluminado”. É só olhar os próprios dados do IBGE que se conclui que o fator que elevou a inflação é – reparem só –  o aumento do  preço dos combustíveis. Mais precisamente o aumento do preço do etanol, porque a gasolina continua sendo vendida pela Petrobras nas refinarias aos mesmos R$1,05  de dois anos atrás.
E o que mostra o IBGE?
A inflação do mês de abril foi de 0,77% – praticamente a mesma de março quando registrou 0,79%. Deste percentual, 0,3% deveu-se ao aumento de preço no grupo Transporte, obviamente, mais impactável pela alta dos combustíveis. Se o preço do combustível estivesse estável (ou até em queda, como seria normal nesse período de início de safra da cana de açúcar a inflação teria sido de 0,47%, portanto).
Como a inflação de abril de 2010 (quando o preço dos transportes não subiu) foi de 0,57%.
Logo, a inflação de 2011, sem a pressão dos combustíveis, teria sido menor que a de 2010.
Só isso já deixa evidente que não há “alta generalizada de preços”. Tivemos, como ocorre todo início de ano, altas nos setores de alimentos e bebidas, além de aumentos provocados pela elevação das tarifas de ônibus. Estes, porém, já pararam de subir significativamente. O nome da inflação brasileira, agora, é etanol.
É por isso que o Tijolaço tem mostrado aqui, aqui e aqui, que é intolerável a passividade da Agência Nacional do Petróleo diante da manipulação de estoques e preços  que está acontecendo por parte das usinas, distribuidoras e até dos postos de gasolina. Mostramos com dados públicos e oficiais que o preço do álcool no atacado caiu 30% em treze dias, embora não tenha havido se não microscópicas baixas nas bombas de combustível. E se o álcool hidratado não baixa, também não baixa o preço do álcool anidro que é misturado – e encarece – à gasolina.
Ninguém esta pedindo que a ANP dê uma fiscal de “Sarney” e saia por aí fechando postos de gasolina. Mas é inadmissível que a ANP não esteja utilizando dos poderes que lhe foram conferidos pela Presidente Dilma Rousseff. Ela não pode ficar omissa diante da ausência de repasse da baixa de preço do álcool ao consumidor.
Está certo o ministro Guido Mantega em dizer que a inflação vai baixar em maio. Vai sim. E poderia baixar muito mais depressa se as determinações de Dilma Roussef fossem seguidas.
A medida provisória assinada por Dilma, que confere a ANP o papel de fiscalizadora do setor inclui o etanol no Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis, criado por lei em 1991, na qual se proíbe a manipulação de estoques e se prevê em penas para quem o praticar.
É o interesse público que está em jogo. O cidadão tem direito de saber por quanto é comprado o combustível que lhe é vendido a preços caríssimos. E não venham com a história de que são os “impostos”.Os impostos altos ou não, também continuam os mesmos. Não mudaram.
E se a ANP não agir, então, só restará uma dúvida: Se ela é inútil ou se é cúmplice…

Postado pelo Deputado Federal Brizola Neto, através do seu blog
http://www.tijolaco.com/

FHC espera sentado que o Banco Mundial lhe pergunte como conseguiu colocar tantos brasileiros na miséria.


Mas a Lula ...


Experiência brasileira de erradicação da pobreza chama a atenção do Banco Mundial

Por Redação, com ABr - de Brasília Correio do Brasil

O Banco Mundial quer copiar o sistema de combate à miséria no país

O Banco Mundial quer detalhes sobre a execução do Plano Brasil Sem Miséria, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e anunciado na véspera. A instituição também quer maiores informações sobre o Programa Bolsa Família. Ambos servirão de base a um plano internacional para a próxima década, cujo foco é a renovação das estratégias de atuação nas áreas de proteção social e trabalho.

O Brasil é o único país latino-americano cujos projetos sociais serão tomados como referência para a execução de um plano mundial. O secretário executivo do MDS, Rômulo Paes de Sousa, esteve na semana passada em Paris, na reunião do Bird, para definir os pilares que sustentarão esse planejamento internacional.

Paes de Sousa disse a jornalistas que há consenso geral de que as medidas adotadas se sustentem em políticas públicas de geração de trabalho e transferência de renda. A ideia, segundo ele, é adotar um plano mundial que estimule a inclusão produtiva, que tenha tenha uma abordagem conjunta, mas que respeite as distinções entre as necessidades dos moradores das zonas rural e urbana.

– A experiência já mostrou ao mundo que nem sempre o que é aplicado em um país pode ser usado em outro. Mas as experiência bem-sucedidas podem e devem ser tomadas como exemplos e adaptadas às necessidades de cada região para que assim funcionem. Há consenso geral sobre o que não deve ocorrer – afirmou o secretário.

Paes de Sousa disse que tanto o Bird quanto especialistas dos países em desenvolvimento elogiaram os avanços sociais registrados no Brasil durante as reuniões em Paris. Ao apresentar o modelo brasileiro, destacando o Bolsa Família e o futuro Plano Brasil Sem Miséria, o secretário disse que ouviu das autoridades estrangeiras elogios e perguntas sobre detalhes dos programas.

Aos estrangeiros, o secretário afirmou que a política social do governo brasileiro se baseia no tratamento não comercial do tema, no envolvimento de setores distintos dos governos federal, estadual e municipal, na elaboração de um cadastro eficiente com os nomes dos beneficiados e seus históricos, a integração entre os programas e a associação desses elementos com o “Estado forte e sólido”.

Segundo Paes de Sousa, o principal impasse dos países em desenvolvimento é definir se aguardam os resultados do crescimento econômico ou se o associam à execução de políticas sociais. Para o Brasil, o ideal é adotar um sistema associado, o que ocorre desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o secretário.

Além do Brasil, foram chamados pelo Banco Mundial para mostrar suas experiências autoridades da Costa Rica, da Libéria, da China, do Bahrein, dos Estados Unidos e da Rússia.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou que de 2003 a 2008 aproximadamente 24,1 milhões de brasileiros deixaram a linha de pobreza. Os programas de transferência de renda condicionada, como o Bolsa Família, atendem a cerca de 12,9 milhões de famílias. De 2003 a 2010, mais de 13 milhões de empregos formais foram criados, segundo o relatório enviado ao Banco Mundial.

via Brasil Mostra Tua Cara

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A segunda morte de Osama bin Laden


por Paul Craig Roberts

Cartoon de Latuff. Se hoje fosse 1º de Abril e não 2 de Maio, podíamos ignorar como uma brincadeira a manchete desta manhã de que Osama bin Laden foi morto num combate armado no Paquistão e rapidamente lançado ao mar. No actual estado de coisas, devemos considerar isto como prova adicional de que o governo estado-unidense tem uma fé ilimitada na credulidade dos americanos.

Pense nisso. Quais são as probabilidades de uma pessoa que alegadamente sofre dos rins e precisa de diálise, e que além disso é afligido por diabete e baixa tensão arterial, sobreviva em esconderijos na montanha durante uma década? Se bin Laden fosse capaz de adquirir o equipamento de diálise e os cuidados médicos que as suas condições requeriam, será que o despacho do equipamento de diálise não apontaria a sua localização? Por que foram precisos dez anos para encontrá-lo?

Considere também as afirmações, repetidas pelos media triunfalistas dos EUA a celebrarem a morte de bin Laden, que "bin Laden utilizou seus milhões para financiar campos terroristas no Sudão, nas Filipinas e no Afeganistão, enviando 'guerreiros sagrados' para fomentar a revolução e combater com forças fundamentalistas muçulmanas no Norte da África, Chechénia, Tajiquistão e Bósnia". Isso é um bocado de actividade para ser financiado por uns meros milhões (talvez os EUA devessem tê-los colocado na conta do Pentágono), mas a questão principal é: como é que bin Laden foi capaz de movimentar o seu dinheiro de um lado para o outro? Que sistema bancário o ajudou? O governo estado-unidense tem êxito em apresar os activos de povos de países inteiros, sendo a Líbia o mais recente. Por que não os de bin Laden? Estaria ele a carregar consigo US$100 milhões em moedas de ouro e a enviar emissários para distribuir os pagamentos das suas operações dispersas por lugares remotos?

A manchete desta manhã tem o odor de um evento encenado. O fedor emana dos noticiários triunfalistas carregados de exageros, dos celebrantes que ondeiam bandeiras e cantam "USA, USA". Poderia algo diferente estar em curso?

Não há dúvida de que o presidente Obama precisa desesperadamente de uma vitória. Ele cometeu o erro do idiota ou o recomeço da guerra no Afeganistão e agora, após uma década, os EUA enfrentam o impasse, se não a derrota. As guerras dos regimes Bush/Obama levaram os EUA à bancarrota, deixando no seu rastro enormes défices e um dólar em declínio. E o momento da re-eleição está a aproximar-se.

As várias mentiras e enganos, tais como "armas de destruição maciça", das últimas administrações têm consequências terríveis para os EUA e o mundo. Mas nem todos os enganos são o mesmo. Recordem, toda a razão para invadir o Afeganistão era em primeiro lugar para apanhar bin Laden. Agora que o presidente Obama declarou que bin Laden levou um tiro na cabeça, dado pelas forças especiais dos EUA a operarem num país independente e que estas o lançaram ao mar, não há razão para continuar a guerra.

Talvez o declínio precipitado do US dólar nos mercados de câmbio estrangeiros tenha forçado algumas reduções reais no orçamento, as quais só podem vir da travagem de guerra ilimitadas. Até o declínio do dólar ter atingido o ponto de ruptura, Osama bin Laden, o qual muitos peritos acreditam ter sido morto há anos, era um bicho-papão útil para alimentar os lucros do complexo militar e de segurança dos EUA.
02/Maio/2011 
O original encontra-se em : http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=24587